sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012


No dia 01 de fevereiro, mais cinco candidatas viram reconhecidas as suas competências de nível básico de escolaridade, completando assim, mais um ciclo de aprendizagem: Carmina Capote, Cristina Rodrigues, Conceição Curado, Conceição Laureano e Ermelinda Lima obtiveram equivalência ao 6º ano de escolaridade com base no reconhecimento das competências adquiridas ao longo das suas vidas e nas aprendizagens decorrentes do processo que frequentaram. Apesar de algumas a princípio apresentarem alguma resistência (por terem sido encaminhadas pelo Centro de Emprego), todas sem excepção declararam no final ter sido uma mais-valia e desejar continuar. Esperemos que sim, esperemos que façam da aprendizagem um caminho a explorar! Felicidades a todas.

No passado dia 31 de janeiro mais quatro candidatos viram certificadas as suas competências: Vítor Té, que obteve equivalência ao nível secundário de escolaridade, e Ricardo Silva, Cecília Serrano e Rosa Figueiredo que obtiveram equivalência ao nível básico de escolaridade. Ao longo de toda a manhã, os candidatos tiveram oportunidade de partilhar com os presentes algumas das suas competências: Vítor, actualmente fiel de armazém na empresa Armindo Ruivo & Filhos, Lda., apresentou a actividade desta empresa reflectindo em que medida a introdução de uma nova metodologia na organização de stock (actividade que exerce) tem melhorado o desempenho da mesma; Ricardo Silva, auxiliar de prótese dentária, demonstrou os passos de produção de uma prótese dentária, contribuindo assim para melhorar o sorriso das pessoas; Cecília Serrano demonstrou as suas competências na área da restauração, área em que já trabalhou e na qual gostaria de investir através da criação do próprio emprego, e, finalmente, Rosa Figueiredo, que laborou na empresa DOCAPESCA, na lota da Figueira da Foz, falou um pouco sobre a actividade que desenvolvia na lota, na escolha do peixe e sua conservação.

A todos os nossos parabéns!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Sabor a Sal


Embalados pela visita do dia anterior, realizou novamente este Centro uma visita de estudo ao Núcleo Museológico do Sal da Figueira da Foz (Lavos) a propósito do tema de vida do projecto final da candidata Maria da Conceição Curado que frequenta actualmente um processo de RVCC de nível básico de escolaridade e que durante muitos anos trabalhou nas salinas desta cidade. Resguardados em armazéns de madeira, escondem-se resquícios de uma arte que já contou com cerca de 2.000 trabalhadores na Figueira da Foz, aquando o sal desempenhava também, e sobretudo, o papel de método de conservação dos alimentos. Com a industrialização, o sal foi perdendo algum lugar, diminuindo, com isso, o número de trabalhadores nestas salinas para menos de uma centena. E não obstante a exigência desta actividade, foi com agrado que Conceição Curado pôde reviver aqueles tempos, vestindo-se a preceito e, conjuntamente com um marnoto que se encontrava na salina do Corredor da Cobra, demonstrou para a plateia algumas das tarefas daquela actividade (ensacar sal, pesagem, encher as cestas de sal, etc.). Foi visível a dureza desta vida, inscrita no corpo de quem à arte se dedica, mas que, ainda assim, desempenha com orgulho a sua actividade, possibilitando levar o sal às nossas mesas. Deslumbrados por esta visita, ficou prometido o Centro regressar, desta vez para recrear a visita de barco que os marnotos faziam aquando não havia alternativa de transporte, bem como realizar a Rota das Salinas, percurso pedestre de três quilómetros por entre salinas. É certamente um património a conservar!

(Um especial agradecimento à Câmara Municipal da Figueira da Foz, na pessoa da Dr.ª Sónia Pinto, à Guia que nos acompanhou ao longo da visita e aos trabalhadores que, com agrado, nos envolveram por minutos na arte do sal)

Contactos para informações ou visitas guiadas a grupos: Museu Municipal Santos Rocha (T. 233 402 840) | Núcleo Museológico do Sal (T. 966 344 488) | e-mail: museu@cm-figfoz.pt | e-mail: sonia.pinto@cm-figfoz.pt

Inês Pinho

Técnica de RVC

A todos os pescadores


No passado dia 03 de Janeiro realizou este Centro uma visita de estudo à lota da Figueira da Foz com um grupo de antigas colaboradoras desta que assim puderam reviver a arte da pescaria. O tema, pano de fundo para os projectos pessoais destas candidatas que frequentam à data processos de RVCC de nível básico de escolaridade, compreendeu a chegada do peixe, a selecção e a venda do pescado, bem como as regras de higiene e de segurança no trabalho, os equipamentos utilizados e as várias infra-estruturas da lota (armazém do peixe, fábrica do gelo, zona de venda, etc.). Com a frutuosa orientação do Sr. Júlio, pudemos experimentar o papel de comprador de peixe recorrendo à sofisticada maquinaria e conhecer as vicissitudes da vida daqueles que se dedicam ao mar; de facto, após conhecer a adversidade que um trabalhador da lota atravessa para fazer chegar o peixe às nossas mesas, ficamos a apreciar melhor este momento e a desejar que esta seja uma actividade devidamente reconhecida.

(Um especial agradecimento a todos os colaboradores da Lota que tornaram possível esta visita, nomeadamente ao Sr. Júlio Ceiça e Sr. Vítor Nogueira)

Inês Pinho

Técnica de RVC

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

CNO ACIFF qualifica o concelho

No dia 21 de Dezembro o CNO ACIFF procedeu à entrega de diplomas aos 129 certificados em 2011 (até 30 de Novembro) no auditório da Incubadora de empresas.

Durante a cerimónia foi reforçado papel de “porta de entrada” em todas as ofertas de educação e formação de adultos e todas as centenas de candidatos encaminhados para ofertas externas ao centro com vista à sua (re) qualificação escolar e/ou profissional.

Carlos Monteiro, Vice-presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz valorizou a metodologia do balanço de competências e a importância da qualificação para o desenvolvimento do concelho e Adelaide Crespo, directora do Centro de Emprego da figueira da Foz relembrou a importância da motivação e do empreendedorismo como forma de reintegração no mercado de trabalho.

Pedro Ferraz, candidato certificado com o nível secundário prestou o seu testemunho destacando a importância da metodologia (RVCC) para todos aqueles que não puderam/ quiseram concluir a escolaridade através da via escolar e na idade dita “adequada”.

A coordenadora, Maria Olímpia Paixão terminou com um especial apelo às entidades empregadoras “num momento de crise como é aquele que atravessamos, é fundamental tomar opções que nos permitam ultrapassar essa crise: a OCDE considera que só a correcção do diferencial de níveis escolares da população activa poderia produzir um aumento de 14% na produtividade”.

No momento em que termina mais uma candidatura e se aguardam os resultados para 2012, o CNO ACIFF reiterou como objectivos:

Apostar no aumento da qualificação dos activos das empresas, tendo em conta a sua natureza empresarial;

Reforçar as parcerias com as empresas e outros actores sociais;

Não obstante o seu carácter empresarial, assegurar sempre mecanismos de promoção da igualdade do género e da melhoria do acesso ao emprego a outros públicos contribuindo para a sua integração no mercado de trabalho.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Entrega de diplomas CNOACIFF

Como uma das associações mais antigas do país (1835) a ACIFF tem como princípios orientadores:

a)Defender os legítimos interesses e direitos de todos os empresários associados, contribuindo para o prestígio e dignificação da sua actividade”;

b)Promover o desenvolvimento do comércio, indústria e serviços contribuindo de forma harmoniosa e integrada para o desenvolvimento económico e social da sua área de actuação.

Possui desde Junho de 2008 um Centro Novas Oportunidades, com os objectivos de:

Combater os baixos níveis educacionais e de qualificação dos trabalhadores e empresários como forma de aumento da sua competitividade;

Reforçar a recuperação das habilitações literárias e qualificação da população (a OCDE considera que só a correcção do diferencial de níveis escolares da população activa poderia produzir um aumento de 14% na produtividade)

Aumentar o emprego;

Qualificar para a competitividade e coesão social;

Reforçar a formação escolar e de dupla certificação;

Promover a certificação profissional.

Combater a pobreza e as desigualdades Sociais através de políticas de aprendizagem ao longo da vida

No final de mais uma candidatura irá realizar no dia 21 de Dezembro, pelas 18h na Incubadora de Empresas da Figueira da Foz a entrega dos diplomas aos certificados em 2011 (até ao final de Novembro).

Nesse dia procederá à entrega de 129 diplomas (90 Nível Básico e 39 Nível Secundário).

Certos de que só desta forma poderemos requalificar a região e o País, convidamos todos os interessados a participar neste evento.

A equipa do CNOACIFF

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Vox Pop: A ignorância dos nossos universitários

Para complementar o texto tão bem escrito aqui postado pela nossa coordenadora. É que nem vale a pena tecer qualquer comentário. A notícia fala por si!

Por André Barbosa e Tânia Pereirinha e imagem de Joana Mouta
Enquanto Portugal se ri da auxiliar de acção médica concorrente da Casa dos Segredos, que julga que África é um país da América do Sul, a SÁBADO fez um teste básico a 100 alunos de universidades de Lisboa.

Ana Amaro, de 18 anos, que frequenta a licenciatura com o mestrado integrado em Psicologia do Instituto Superior de Psicologia Aplicada (ISPA), está a fumar à porta da faculdade, em Alfama. Aceita participar no teste de cultura geral da SÁBADO (20 perguntas, divididas por dois questionários de 10, ambos com um grau de dificuldade mínimo), mas está mais preocupada em acabar o cigarro. À quinta questão (qual é a capital dos Estados Unidos?), começa a atrapalhar-se. “Estados Unidos...? A esta hora é muita mau”, queixa-se. Não são 7h, são 13h30, e os colegas começam a sair para o almoço. Mas Ana parece ter acordado há 10 minutos, suspeita que a própria confirma.
A partir daí, é sempre a cair.

Não sabe quem escreveu O Evangelho Segundo Jesus Cristo, quem fundou a Microsoft, quem é Maria João Pires nem que instrumento toca. E não parece preocupada. Afinal, acabou de acordar.
“Não dei isso no 12.º ano”, “Cinema não é comigo”, “Não me dou bem com a literatura” – na arte de justificar a ignorância, os estudantes universitários inquiridos pela SÁBADO têm nota máxima. “Se perguntasse alguma coisa de psicologia, agora cultura geral...”, diz Janine Pinto, optando pela desculpa número um.

– Quem pintou o tecto da Capela Sistina?
– Ai, agora... Tudo o que tem a ver com capelas e igrejas não sei (desculpa número dois dos universitários).
– E quem escreveu O Evangelho Segundo Jesus Cristo?
– Eh pá! Coisas com Jesus Cristo?! Sou fraca em religião ... (desculpa número três).
E se é que isto serve de desculpa, aqui vai a número quatro: Janine, tal como muitos outros inquiridos, não está num curso de Teologia, nem de Artes.

Mas Bruno Marques, 18 anos, no 1.º ano de Ciências da Cultura na Faculdade de Letras, escorrega num tema que deveria dominar.
– Quem é Manoel de Oliveira?
– Já ouvi falar, mas não sei quem é.
– Estás em Ciências da Cultura. Dás Cinema?
– Sim, algumas coisinhas, mas não sei...

Pedro Besugo, 18 anos, estreante no curso de Turismo da Lusófona, admite não saber qual é a capital de Itália. Perante a insistência da SÁBADO (“Então estás a tirar Turismo e não sabes?”), responde: “Será Florença?” Não é. Como também não é Veneza, nem Milão ou Nápoles, como outros responderam.

Não saber quem pintou a Capela Sistina ou Mona Lisa (um aluno responde Miguel Arcanjo; outro Leonardo di Caprio) é igualmente grave. Talvez não tanto como pensar que África é um país da América do Sul ou não fazer ideia do que é um alpendre. Mas Cátia Palhinhas, do reality show Casa dos Segredos2, autora destas e de outras respostas, que põem o público a rir, não frequenta o ensino superior – é auxiliar de acção médica e está a tirar o 12.º ano à noite no programa Novas Oportunidades.

Aos 22 anos, sonha tornar-se “conhecida e vencer na televisão”. Por isso, não está nada preocupada em saber qual o maior mamífero do mundo – “É o dinossauro!”, disse há umas semanas.
Há universitários que respondem “mamute” à mesma questão. Catarina, 20 anos, aluna de Psicologia do ISPA, fica na dúvida: “É o elefante. É o mamute. É o elefante. Acho que é o elefante. O elefante é de África e o mamute da Antárctida”.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

As Novas Oportunidades e o perigo das generalizações

As Novas Oportunidades e o perigo das generalizações

Relativamente às notícias recentes sobre os Centros Novas Oportunidades “O Governo vai redireccionar a rede de Centros de Novas Oportunidades e parte do seu financiamento para o Ensino Profissional, mantendo apenas alguns destes centros com as actuais funções e com financiamento limitado aos que tiverem melhores notas” passo a fazer alguns comentários:

Alguns pressupostos acerca da Iniciativa Novas Oportunidades:

1- Contempla dois eixos distintos: Jovens (Sistema de aprendizagem, Ensino artístico especializado, curso de educação formação e sobretudo Cursos Profissionais) e Adultos que não concluíram o ensino secundário (percursos de educação e formação ou processos de reconhecimento, validação e certificação de competências);

2- Obtenção de resultados decorrentes da aposta no nível secundário de educação como patamar mínimo de qualificação da população portuguesa

Por outras palavras, as Novas Oportunidades albergam várias respostas para a formação escolar e profissional, sendo os Centros Novas Oportunidades centros de diagnóstico e orientação, porta de entrada para percursos de qualificação e não “locais de certificação”, com o objectivo de certificar rapidamente e sem critérios de qualidade uma população pouco qualificada relativamente aos parceiros europeus.

O Ensino Profissional faz parte da mesma iniciativa e poderá, se não houver a fiscalização correcta, contribuir para o objectivo referido sob o n.º2, com riscos de facilitismo e a mesma “falta de qualidade” de que acusam as iniciativas ligadas aos adultos, só que desta vez apostando nos mais jovens.

Na minha opinião é fundamental separar o “trigo do joio” e lutar pela qualidade em toda a Educação e Formação. Isto implica uma avaliação profunda de todo o sistema de ensino, dos alunos que através do ensino recorrente ingressam em Medicina, de todos os “disléxicos” deste país (com tempo suplementar na realização dos exames nacionais) que integraram ultimamente o mesmo curso, das escolas de referência com reforço nas disciplinas específicas ou ainda a proliferação de Universidades Privadas em que se obtêm diplomas, sem reprovações e facilidades questionáveis. O mesmo se aplica obviamente aos Centros Novas Oportunidades, devendo existir uma fiscalização apertada da qualidade em detrimento das Metas, objectivos por vezes incompatíveis.

Tendo concluído aos 23 anos uma licenciatura em Direito na faculdade de Direito de Coimbra em 1986, à data olhava com estranheza os colegas trabalhadores estudantes, “velhos” de 30, 40 ou 50 anos, que apenas surgiam nos exames e pediam o apoio dos privilegiados que podiam ser estudantes no tempo e idade certa. Vinte e cinco anos de vida, dezasseis dos quais como professora do ensino Profissional e dois como coordenadora de um Centro Novas Oportunidades, compreendo-os finalmente.

Num País caracterizado por décadas de elevados níveis de iliteracia/ analfabetismo e que nos últimos quarenta anos tenta recuperar o tempo perdido através de um modelo de ensino aprendizagem dominado pelo método expositivo, é complicado fazer compreender e aceitar pela população a filosofia do balanço de competências.

Em 1992 o ensino profissional era encarado como o refúgio dos incapazes. Caracterizado por uma forte componente tecnológica e pela utilização de metodologias mais práticas nas áreas científica e socio-cultural, só tardiamente começou a ser aceite em Portugal, com grande atraso relativamente aos outros países europeus. Resultados?? Talvez os demonstrados pelos diversos estudos PISA em que Portugal detém um nível de iliteracia a Língua Portuguesa, Matemática e Ciências, batido apenas por alguns dos ditos “países em vias de desenvolvimento”.

Os resultados dos exames nacionais de 2010 do Secundário (Médias: 10,8, Matemática, 10,1 Português, 8,1 Físico Química e 9,6 Biologia) reforçados por 48,7 negativas a Matemática no Básico reforçam a (des) crença no nosso sistema de ensino.

O ritmo de mudança social exige competências cada vez mais vastas e em constante adaptação, como forma de resposta às necessidades de um mercado em mutação. Tendo em conta a contextualização histórica, o balanço de competências surge como resposta à necessidade sentida por alguns países de reconhecer os saberes adquiridos, encurtando os percursos de formação subsequentes e respondendo assim aos maiores níveis de qualificação exigidos por novos empregos, novos desafios.

Num País com baixos níveis de escolarização, elevado número de desempregados, integrado numa União Europeia em que é quase sempre o “último do pelotão” a iniciativa Novas Oportunidades surge como a resposta adequada. Refira-se que no balanço feito pelos 27 países sobre o tema “Recovering from de crisis”, Portugal apresenta este projecto como solução aos novos desafios de (des) emprego.

Acima de tudo, quer no eixo Jovens, quer no eixo adultos, o desenvolvimento de um Pais e o aumento da competitividade dependem da aposta no reforço das competências técnicas apoiadas pelas competência relacionais, pela melhoria das competências de literacia e de informática, pela maior disponibilidade para a aprendizagem, pelo aumento da responsabilidade, da confiança e da eficiência. Quando conseguirmos fazer renascer a consciência e o espírito crítico estaremos finalmente no bom caminho!!!

Vozes críticas são positivas e quando Maria do Carmo Vieira em “O ensino do Português (Fundação Francisco Manuel dos Santos) inicia o capítulo dedicado à Iniciativa Nova Oportunidades com a citação de Jacques Muglioni “Platão advertiu-nos que para formar um escravo é preciso pouco tempo. Instruir e esclarecer homens livres é outra coisa.”, argumentando que (…)a intervenção do professor se resume a um encontro de três horas, no qual elucida os candidatos sobre a realização do seu portefólio(…) e que (…) os professores são também avaliados pelo número de candidatos certificados(..), (..) recebendo os candidatos o seu certificado de 9.º ano em três ou quatro meses, enquanto que no Secundário, o prazo varia entre seis e nove meses(…) generaliza certamente a partir de situações pontuais. O aumento de duração média do processo e do número de horas de formação complementar e de sessões individuais assim o atestam. A não consecução das metas propostas pela maioria (totalidade) dos CNOs também não corrobora aquelas teorias…

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A história desta aventura

Aqui fica mais um registo da importância do reconhecimento para a valorização pessoal, formativa e profissional do candidato Hélder Lopes que também procurou obter o CAP após a obtenção da certificação escolar junto deste Centro:
A História desta Aventura

Uns amigos falaram-me sobre a possibilidade de obter equivalência ao 12º ano de um modo acessível, através do processo de RVCC, e ainda podia adquirir um portátil barato! Fui à internet esclarecer algumas dúvidas e como não achei difícil, inscrevi-me. Poucos dias depois recebo um e-mail para ir à apresentação do processo. Gostei da sessão, achei que o processo iria ser fácil. Resolvi, então, levar este projecto para a frente e assim foi. Mas a minha vida profissional não me deixava muito tempo para me dedicar ao estudo apesar de toda a equipa ter estado sempre disponível para me ajudar. Aos poucos fui desistindo…, estive alguns meses sem fazer nada pois não tinha tempo. Mas um dia contactaram-me e convenceram-me a retomar o processo. E assim fiz e com ainda mais garra, com vontade de acabar e fazer muito mais. Em pouco tempo depois terminei o processo e desafiaram-me a obter uma certificação profissional. Levei o desafio a sério e propus-me à certificação de aptidão profissional de Técnico de Electrónica Industrial. Com isso, preparei o meu CV e a minha candidatura e fui apresentá-la no CINEL, entidade acreditada para o efeito, tendo conseguido obter aquele CAP. Hoje sinto-me mais forte e à-vontade no mercado de trabalho porque tenho algo para apresentar. Muito obrigado à Dra. Inês e à sua equipa que foi extraordinária. Agora estou a preparar-me para um dia dar formação na minha área, algo de que gostava muito. Para todos aqueles que estão a participar num processo de RVCC, vale a pena o esforço!

Hélder António Gonçalves Lopes
08/11/2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

À conquista da certificação profissional

Uma das funções do Centro é apoiar os candidatos na candidatura à certificação profissional que presentemente poderá ser obtida através da conclusão com aproveitamento de um curso inserido numa das modalidades de formação do Sistema Nacional de Qualificações (SNQ) ou de um processo de reconhecimento, validação e certificação de competências profissionais (RVCC profissional). Foi o que aconteceu ao candidato Nelson Batista que concluiu connosco o nível secundário de escolaridade e posteriormente obteve a certificação profissional junto do CINEL. Fica aqui o registo na primeira pessoa enviado pelo candidato:

Como diz o velho provérbio popular, “mais se sabe por experiência do que por teoria”. Aproveitando estas palavras sábias, ao longo da minha carreira profissional na área industrial (18 anos), primeiro na área de produção e presentemente na área de manutenção, é chegada a altura de ver certificadas todas as minhas competências e conhecimentos por uma entidade certificada para o efeito (CINEL). Todas as acções de formação realizadas dentro e no exterior da empresa para a qual presto funções foram, ao longo de todos estes anos, determinantes no desempenho das minhas funções, assim como essenciais para a obtenção do meu CAP. Através do CINEL obtive uma Certificação de Aptidão Profissional necessária para o exercício da profissão de Técnico de Electrónica Industrial. Embora esta certificação tenha sido facilitada pelo vasto leque de formações adquiridas ao longo de todos estes anos, não posso deixar de realçar a ajuda pronta e prestável das técnicas do CNO ACIFF, em especial pela orientadora Inês Pinho, pois sem esta preciosa ajuda, a conclusão deste desafio teria sido bem mais difícil. Pequenas dicas, como por exemplo a escolha da entidade certificadora, o incentivo para a certificação, a recolha de documentação, etc., pequenas coisas que muitas vezes, por preguiça ou desleixo, fazem com que deixemos escapar oportunidades importantes e cada vez mais necessárias para o nosso dia-a-dia. A conjuntura sócio económica adivinha-se muito difícil, se por necessidade ou por iniciativa própria tiver de procurar outra actividade profissional, tenho hoje em mãos uma mais-valia fundamental para fazer face às cada vez mais exigentes regras do mercado de trabalho.

2011-11-07
Nelson Batista

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Júri com Confraria


No passado dia 25 de Agosto, decorreu mais um júri de certificação de nível básico de escolaridade. Desta vez, com sabor a "confraria", na Associação de caçadores do Pinhal Novo, Tocha.
O candidato Carlos Oliveira, com o seu projecto final "Sabores da Gândara" e como membro da confraria, demonstrou a importância da actividade da mesma, tendo salientado igualmente o papel das confrarias na cultura do país.
No local foram confeccionados dois pratos típicos da Gândara: batata assada na areia e sardinha na telha.
Este júri contou com a presença de José Castanho (vice-chanceler da Confraria do Arroz e do Mar, da Figueira da Foz).
Está assim de Parabéns, mais um candidato, que alcançou uma nova meta na sua vida, ao concluir o processo de RVCC, no Centro de Novas Oportunidades da ACIFF.

sábado, 20 de agosto de 2011


No passado dia 17 de Agosto foi presente a Júri de Certificação mais colaborador da empresa Verallia, Saint-Gobain Mondego, obtendo assim, a equivalência ao nível secundário de escolaridade pela via do reconhecimento das competências adquiridas ao longo da sua vida. Durante quase duas horas, o candidato Carlos Silva tive oportunidade de, perante um júri de certificação, demonstrar algumas das suas competências através da reflexão de temas essenciais para a realização da sua actividade profissional, prosseguindo, posteriormente à realização de uma visita guiada ao seu contexto de trabalho. A sessão de júri decorreu nas instalações da empresa, com a presença da Dr.ª Célia Carrasqueiro, Directora dos Recursos Humanos. As Novas Oportunidades foram para este candidato uma nova oportunidade de regressar aos tempos da escola para concluir o tão ambicionado ensino secundário que, por diversos motivos, não tinha sido, até à data, possível. Esta Iniciativa trouxe ao Carlos uma maior auto-estima e auto-confiança, maior responsabilidade e, sobretudo, um espírito crítico e reflexivo sobre temas actuais da nossa sociedade e que, até aqui ninguém, lhe tinha dado oportunidade de explorar!

Neste sentido, é de louvar o conhecimento, a atitude e o acompanhamento que a Verallia/Saint-Gobain Mondego), na pessoa da Dr.ª Célia Carrasqueiro, tem demonstrado, reforçando, desde o início, junto dos seus colaboradores com escolaridade inferior ao 12º ano para se inscreverem na Iniciativa, referindo a importância da instabilidade profissional que hoje se faz sentir no mercado de trabalho e, de uma eventual oportunidade que lhes podia ser útil um dia mais tarde para progressão profissional. Ao Carlos, muitos parabéns e que esta certificação seja apenas o início de uma nova caminhada!

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Visita à Biblioteca Municipal
































A Biblioteca Pública Municipal Pedro Fernandes Tomás é um equipamento cultural do município da Figueira da Foz, que tem à disposição, de todos os cidadãos, diversos espaços e serviços. Com o objectivo de dar a conhecer este equipamento aos candidatos que estão a desenvolver Processos de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências de nível Básico, no CNO ACIFF, realizou-se hoje uma visita guiada à Biblioteca, com a participação de 18 candidatos. Outro objectivo da visita foi a promoção de hábitos de leitura e a resposta a necessidades de educação, informação, cultura e lazer desta população.
No decorrer da visita, a funcionária Maria do Carmo guiou-nos a todos os espaços, explicando a especificidade e utilidade de cada um, demonstrando sempre disponibilidade para esclarecimento de dúvidas e apoio na procura de livros, autores, temas, entre outros materiais, utilizando as novas tecnologias disponíveis.
O balanço final, feito pelos candidatos, foi claramente positivo e satisfatório: “Vamos, com certeza, voltar”.






As Técnicas de RVC, Ana Rita Oliveira e Joana Amado.

Objectivo alcançado















Decorreu ontem mais um júri de certificação de nível básico de candidatos encaminhados pelo Centro de Emprego para o CNO ACIFF.
Os adultos Jorge Ferreira, José Ribeiro, Josué Curado, Elenice Ribeiro, Maria Martins e Manuel Ribeiro viram reconhecidas e validadas as suas competências de nível básico de escolaridade, tendo alcançado o objectivo a que se propuseram em Março deste ano.
A todos os candidatos certificados, votos sinceros de parabéns. Continuem a traçar objectivos para o futuro, com a certeza de que poderão contar sempre com o apoio da equipa do CNO ACIFF.

terça-feira, 12 de julho de 2011

"Qualificação Profissional: novos desafios para os Centros Novas Oportunidades"

"Qualificação Profissional: novos desafios para os Centros Novas Oportunidades"

"O Centro Novas Oportunidades da Escola Secundária de Cantanhede promoveu a sessão "Qualificação Profissional: novos desafios para os Centros Novas Oportunidades", integrada num ciclo de formação, no dia 22 de Junho, na Incubadora de Empresas da Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz.
Esta sessão teve como objectivo apresentar o Projecto European Peer Review in Guindance nas suas vertentes (objectivos, actividades, método, parceiros, resultados esperados e calendário) e, ainda, identificar as linhas estratégicas de actuação dos Centros Novas Oportunidades ao nível da orientação profissional e da implantação do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC) Profissionais.
Rui Barbosa, do Departamento de Formação Profissional do Instituto do Emprego e Formação Profissional, apresentou o tema "Qualidade na orientação nos Centros Novas Oportunidades". Por sua vez, Francisca Simões, directora do Departamento de Coordenação e Gestão da Rede de Centros Novas Oportunidades da Agência Nacional para a Qualificação (ANQ), em representação da ANQ, baseou a sua intervenção no segundo ciclo da Iniciativa Novas Oportunidades, na intervenção dos Centros Novas Oportunidades no processo de orientação profissional, assim como nas previsões para o desenvolvimento da implementação do processo de RVCC Profissionais."

Newsletter Novas Oportunidades nº 28

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Hoje irá decorrer nas instalações do CNOACIFF, o júri de certificação de nível secundário (12º ano), ao qual se vão candidatar: Eduardo António do Val Maia, Bruno Manuel de Jesus Torreira e Maria Leonor de Sousa Vale Ferraz. A todos, muitos parabéns pelo percurso realizado e votos de muitas felicidades nesta nova etapa que se avizinha!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Júri de Certificação de Nível Básico










Decorreu hoje o primeiro júri de certificação de candidatos desempregados encaminhados pelo Centro de Emprego para o Centro Novas Oportunidades da Associação Industrial e Comercial da Figueira da Foz. Os adultos Dina Cadete, Anabela Soares, Carlos Ferreira e Isabel Diogo, viram reconhecidas e validadas as suas competências de nível básico de escolaridade ao obter a equivalência ao 9º ano de escolaridade, alcançando um objectivo há muito adiado pelos constrangimentos da vida.
Os candidatos certificados foram unânimes em considerar a realização do processo de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências uma mais-valia pessoal e social, acreditando que o aumento das suas habilitações escolares poderá ter retorno a nível profissional. Por outro lado, todos eles traçaram já objectivos de futuro, nomeadamente a realização de cursos de Educação e Formação de Adultos, para obter uma certificação escolar de nível Secundário e/ou profissional, nas diversas áreas de interesse.
A todos os candidatos certificados, votos sinceros de parabéns e esperança no futuro e que esta certificação escolar traga contributos significativos para as vossas vidas. Continuem a abraçar novos projectos de qualificação escolar e/ou profissional, com a certeza de que poderão contar sempre com o apoio do CNO ACIFF.

Novas Oportunidades em Montemor-o-Velho

O CNO-ACIFF continua a colaborar com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho no âmbito do programa Novas Oportunidades.
Irá ter início no próximo mês de Junho um grupo de reconhecimento de competências para o nível secundário de educação, tendo por objectivo a conclusão do 12º ano.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Mais um sonho concretizado














Decorreu hoje mais um júri de certificação, onde as adultas Ermelinda Pedrosa, Fernanda Santos e Rosário Gomes, funcionárias da empresa Ernesto Morgado S.A, viram reconhecidas e validadas as suas competências de nível básico de escolaridade. Estiveram também presentes as adultas Estrela Mesquita e Nélia Silva, que viram reconhecidas as suas competências de nível secundário de escolaridade. Em representação da empresa Ernesto Morgado S.A., estiveram presentes o engenheiro João Simões, do Gabinete de Qualidade e Inovação e José Manuel Russo, proprietário da empresa. Também eles referiram e reforçaram as competências das adultas, parabenizando as mesmas e reconhecendo o seu esforço na concretização deste processo.
A todas os mais sinceros parabéns e votos de que continuem a caminhada da qualificação.

sábado, 9 de abril de 2011

Certificação Profissional um passaporte para o Futuro

Mais dois candidatos certificados no CNO ACIFF e que obtiveram equivalência ao nível secundário de escolaridade, irão candidatar-se à certificação profissional pela via da experiência, neste caso, de Técnico Administrativo e de Técnico de Electrónica Industrial. Para o efeito, utilizarão as evidências recolhidas no âmbito do Processo de RVCC que frequentaram neste Centro e o Portefólio que elaboraram para fazer prova das suas experiências profissionais nas áreas.

O que é a certificação profissional?


A certificação profissional é um processo de reconhecimento e certificação das competências profissionais dos candidatos com vista à emissão de um Certificado de Aptidão Profissional (CAP), capacitando, assim, os candidatos de um passaporte que lhes certifica a experiência profissional.

Como posso obter a certificação profissional?


A certificação profissional pode ser obtida através de três formas:

1. pela via da experiência (devidamente comprovada)

2. com base na frequência de um curso de formação profissional (devidamente homologado)

3. pela via do reconhecimento/equiparação de títulos profissionais ou de formação emitidos noutros países comunitários ou outros (quando existe acordo de reciprocidade de reconhecimento de títulos)

Em qualquer dos casos, é necessário que o candidato reúna as habilitações escolares exigidas para a categoria profissional à qual se candidata, que pode ser o nível secundário ou o nível básico de escolaridade, consoante a categoria em causa. Para obter um aconselhamento sobre as suas hipóteses de candidatura à certificação profissional, contacte-nos pelo 233407030 ou geral@cnoaciff.com.


Mais informações em:


Lista da oferta de certificação profissional em:


(fonte da imagem: http://brasileiromarciano.blogspot.com)